Guia prático para viajar por livre para Mianmar, a antiga Birmânia

Custou-Me “parirla” mas aí vai o meu guia prático para viajar por livre para Mianmar, onde começo a contar minha última grande viagem e vos dou dados práticos para que conheçais o país e alguns conselhos para que a vossa visita a este peculiar país asiático seja um sucesso. Mianmar é uma das grandes desconhecidas do sudeste asiático, algo assim como essa irmã pequena, que apenas faz barulho, mas que com o tempo começa a se destacar sobre o resto da família. Porque Mianmar, a antiga Birmânia, é um destino muito menos banal que a Tailândia ou Vietnã e oferece experiências tão autênticas, que em outros lugares seriam impensáveis: míticos templos budistas, natureza deslumbrante, história turbulenta, gastronomia diversificada ou pessoas humildes de olhar inocente e hospitalidade sem limites.
Cultura com letras maiúsculas. Por estes motivos, e porque o turismo está emergindo a passos largos, resolvi sair de viagem a este país que até há pouco tempo estava fechado ao turismo e ao mundo exterior. E vos trago este guia de consulta rápida onde vos conto que fazer em Mianmar e muitos detalhes práticos que vos serão de ajuda para planejar o seu futuro viagem. E o melhor conselho: não tardes muito em viajar para Mianmar, porque aprendem rápido e a autenticidade começa a criticou a base de intactos dólares….
Onde está
Fazendo fronteira com a Índia, Bangladesh, China, Laos e Tailândia, é um país que se estende desde praticamente o Himalaia ao norte da península de Malaca, ao sul. Com tantas fronteiras é fácil imaginar uma história com mais de um conflito de fronteiras com seus vizinhos. Se a isso somarmos que foi colônia britânica, foi invadida pelos japoneses na segunda Guerra Mundial, e foi a ditadura militar, dão como resultado um complexo quebra-cabeça histórico e de uma cultura muito particular.
Porque Mianmar
Razões para viajar para Mianmar eu poderia dar-lhe muitas, mas entre elas diria que é o sudeste asiático em estado puro, o mais desconhecido da área e leva poucos anos “sofrendo” o turista. Isso faz com que a experiência seja mais autêntica e vivam situações que em outro país próximo não se dão. Também porque gostamos de o desconhecido, a aventura e tudo o que implique alguma dificuldade. Neste aspecto, a antiga Birmânia vai bem servida, porque é diferente a Tailândia ou Vietnã e atravessá-la não é fácil. O nível de inglês, em muitos casos, é nulo e a comunicação é complicada, os cartazes são indecifráveis e você tem que usar muito os gestos para chegar a compreender-se. Cultura e história totalmente hipnotizante, horários, meios de transporte, um outro ritmo de vida, Mas o suprem com uma simplicidade, generosidade, simpatia e hospitalidade transbordante.
Algumas cifras
– 54 milhões de habitantes.
– Em 1.948 tornou-se independente da Grã-Bretanha.
– Foi a ditadura militar a partir de 1964 até 1990.
– Desde 2.005 sua capital é Naypidaw.
– Aung San Suu Kyi recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1.991
– Em 1.989 passou de Myanmar a se chamar Mianmar.
O meu Itinerário para 10 dias em Mianmar
Nosso itinerário teve de comprimir em 10 dias, deixando o resto para Bangkok e praias da Tailândia é por isso que temos tentado visitar o mais representativo do país, sabendo que nos deixamos muitas maravilhas no caminho. No blog iremos falar de cada uma destas visitas obrigatórias, mas para que vos torneis uma idéia, esses são os must que há que ver na Birmânia. Infelizmente, a parte norte do país não é muito freqüentada por turistas, parece que a polícia se encarrega de que não entrem muitos curiosos a certos lugares. Para uma viagem tipo de 10 dias por Mianmar, não podem faltar estas cidades e seus arredores: Mandalay, Bagan, Lago Inle e Yangon.
– Mandalay, a capital cultural do país e um lugar curioso, porque o turismo está começando a chegar e apenas se você entende inglês. Com dizer que não há táxis na cidade e os que existem pedem ouro e moro por seus serviços…..O tema de hotéis igual, poucos e a gente foi geral, restaurante, piscina para o visitante, oferecendo continuamente e sendo realmente bom. Restaurantes para turistas polegadas, então dê valor e que a sorte vos acompanhe…Lá tem que subir a Mandalay Hill, ver os seus pagodes, dos seus mercados, conhecer o U – bein em Amarapura, a ponte de pedra mais grande do mundo ou visitar Mingún, lugar famoso por suas ruínas e monumentos.
– Rota de barco a partir de Mandalay ao Bagan. Depois de minha experiência em um passeio de barco o rio Mekong, eu tinha certeza de que queria experimentar-me no barco e navegar pelo Irrawaddy, que cruza o país de norte a sul. Toda uma experiência que durou cerca de 14 horas em que nos deu tempo para conhecer um pouco mais o modo de vida deste povo, seus costumes e até ver como carregam e descarregam mercadorias como séculos atrás. Um exercício de paciência, mas que vale muito a pena.
– Templos de Bagan. A antiga capital do reino nos séculos XI e XII, é dúvida, uma das maravilhas do país e de toda a Ásia. No mínimo, são necessárias de 2 a 3 dias para ver os templos mais importantes de uma enorme extensão de terreno repleto de belos templos e estátuas de buda ( são calculados entre 3.00 e 4000). Alugar uma bicicleta elétrica para deslocar por sua conta e esses pôr-do-sol no alto dos templos, são experiências que não se esquecem. Se vão com um dia mais do que eu, a caminho do Inle você pode passar o curioso Monte Popa.
– O Lago Inle é um dos lugares mais autênticos do país, sendo um importante local de peregrinação de todo turista. A vida dos povos do lago, os pescadores e sua peculiar forma de pescar, andar a pé, e as suas aldeias flutuantes ou os mercados das tribos próximas são dignos de conhecer. Um lugar mágico e encantador, apesar de que há muito o turismo. Perdemos Kakku, a duas horas do Inle e onde se podem ver mais de 2.800 stupas.
– Rangoon ou Yangon, antiga capital, é uma cidade caótica, sufocante e cheirosa, mas encantadora. E muito autêntica. Seus mercados de rua, o barulho de seu povo, o caótico tráfego ou de sua inigualável e majestosa Shwedagon Pagoda, fazem desta cidade um dos lugares mágicos que você tem que visitar. Isso sim, lluvía, barulho, sujeira e odores em modo superlativo.
– Se você vai para a zona sul, com vários dias, há duas excursões próximo que você deve fazer: Engenheiro, uma localidade de grande interesse histórico e com alguns templos que removem os soluços e visitar a Kyaiktiyo Pagode sobre a Golden Rock ou rocha dourada. Uma imagem ícone do país e que te leva um dia inteiro, ou talvez melhor, dois dias e uma noite para fazê-lo com tranquilidade.
– E, claro, o melhor ponto final a uma viagem tão distante com a mochila sobre o ombro, é a praia. Se você tem mais dias você pode ir para as zonas de praia de Mianmar ( Ngapali ou Ngwe Saung), muito menos desenvolvidas e masificadas que as praias da Tailândia ( nós decidimos acabar a estadia em Krabi, me tira muito Thai).
Como chegar
Você pode chegar via aeroporto internacional ( Mandalay, Yangún e Napidaw) ou cruzando as fronteiras terrestres da Tailândia e China. Em ambos os casos será necessário visto e passaporte com validade mínima de 6 meses. Mais abaixo te conto como tirar o visto para Mianmar. Nós fizemos Málaga – Moscovo – Bangkok e nos saiu o vôo principal para 515 euros ida e volta, com uma escala longa na capital russa.
Quando ir
Mianmar tem um clima tropical, assim, que sempre faz bastante calor em quase todo o país, por isso, simplesmente, “viaja quando puder”. As estações são divididas em quente ( fevereiro, março,abril, maio), chuvosa ou monção ( junho, julho, agosto e setembro) e fresca ( outubro, novembro, dezembro e janeiro). Pode-Se dizer que a melhor época é entre novembro e março, mas eu fui em Julho e ir, foi bom para mim, e eu não choveu tanto como na minha viagem para o Vietnã.
Visto para Mianmar
Já vos temos em um artigo como conseguir o visto para Mianmar, mas eu vou resumir em seguida. Não é difícil e há duas maneiras de o fazer: pedir visto de forma presencial ou por correio, na embaixada ou consulado de Mianmar em outro país, ou a melhor opção para o meu: solicitar a E – visto a partir de qualquer computador, válida apenas se você entrar no país por algum de seus aeroportos internacionais (Yangon, Mandalay ou Naypyidaw). Sim, vai cascan 50 dólares para entrar no país o faça como você faz.
Como mover-se
Mianmar é um país grande e as distâncias entre as cidades, mas não são extremamente finas, que acabam fazendo em dias de maratona significam calor de estrada. Assim, o melhor é armar-se de paciência e deixar que tudo flua. Os ônibus para turistas estão por todos os lados e são mais caros, evidentemente, que o transporte de locais. Os night buses são muito usados, estão bem equipados e permitem ganhar tempo e poupar a noite de hotel.
Os táxis nas cidades são necessários, mas dribla bem, gostam de ganhar muito dinheiro… O trem lotado de pessoas e de chocalho) é outro dos meios de transporte que podem ser usados na Birmânia ( nas estações custa entender-se), assim como o barco em alguns rios, como o grande Irrawaddy que atravessa o país e permite-lhe ver como é o modo de vida birmanês às margens do rio. Se quiser pagar mais, mas ganhar tempo, há aviões que ligam as principais cidades do país.
E um conselho: planeje bem o caminho que você vai fazer, porque eu li que há áreas onde não é possível aceder se não é com a autorização expressa do governo. De fato, a própria polícia se coloca de pernas na rua e te manda em direção ao sul. Eu não sei o que vão querer esconder ( dizem que conflitos, plantações de substâncias proibidas…) mas há estados em que os estrangeiros não podemos entrar…

História
40 anos de ditadura e fechamento ao mundo exterior diz às claras o mal que teve que viver com esta gente, ainda que, hoje em dia, existem conflitos entre budistas e muçulmanos e algumas zonas proibidas. Os monges ( mais de 400.00) foram fundamentais em mais uma disputa e são venerados e tratados como reis, que os faz ir a…

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